António Filipe esteve hoje no Conselho Nacional de Juventude, numa visita que descreveu como um regresso a casa.
Entre 1983 e 1985, António Filipe integrou a comissão responsável pela elaboração dos estatutos do que viria a ser o CNJ, tendo posteriormente participado nas assembleias gerais e sido eleito para a direção, cargo do qual pediu substituição para se candidatar à Assembleia da República em 1987.
Na reunião com os atuais dirigentes de um CNJ hoje ainda mais participado e representativo, foram abordados os principais problemas que preocupam os jovens portugueses: o emprego com direitos e remunerações justas, o acesso à educação e aos graus mais elevados de ensino, e as condições de acesso à habitação.
Foi sublinhado que o país tem de ser para os jovens e que o Presidente da República deve ser o mais destacado porta-voz dos jovens que querem viver, estudar e trabalhar em Portugal.
A direita controla hoje todos os órgãos de soberania. Apoia-se no crescimento de uma extrema-direita fascizante, racista e xenófoba. Neste quadro as eleições para Presidente da República assumem particular importância”
Os centros de decisão do capital começaram cedo a preparar as próximas eleições para Presidente da República, com a valorização e projeção de imagens ou conceitos como “autoridade” ou “poder forte””
Outras candidaturas que se perfilam com apelos ao consenso e à moderação feitos por quem quer que tudo fique na mesma”
Perante as candidaturas já anunciadas, muitos democratas lamentavam com razão a falta de uma candidatura que se identificasse sem reservas com os valores de Abril. Essa candidatura faltava, mas já não falta. Aqui estamos”
Uma candidatura a Presidente da República não pode resumir-se a produzir declarações generalistas e inócuas, sobretudo na situação que o País atravessa”
Nas funções que assumi no âmbito da Assembleia da República, que foram muitas e diversas procurei sempre defender o projeto libertador de Abril o melhor que fui capaz.”
É a candidatura de um comunista, com a confiança e o apoio dos seus camaradas, mas rejeita que a queiram limitar às fronteiras de uma afirmação partidária.”
É a candidatura que denuncia o sistema capitalista como causa profunda das injustiças, das desigualdades e da exploração.”
É a candidatura que constitui o espaço de convergência de todos os que se revêem na Constituição independentemente das suas opções políticas e partidárias.”