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Comício em Vila Nova de Gaia reforça compromisso com o mundo do trabalho

Foi com uma receção calorosa que os apoiantes da candidatura acolheram António Filipe no comício em Vila Nova de Gaia, um encontro marcado pela força da luta, da esperança e do compromisso com quem trabalha. Um momento simbólico foi a entrega de 2.022 apoios de membros de organizações representativas dos trabalhadores, sinal claro de que o mundo laboral se revê nesta candidatura.

A mandatária nacional, Sofia Lisboa, recordou que o primeiro artigo da Constituição consagra o respeito pela dignidade humana — um alerta de onde tudo começa e onde tudo deve terminar. A candidatura, afirmou, nasce da luta que a antecede e continuará para além das eleições, porque vale sempre a pena lutar pelo país a que todos têm direito.

Silvestre Lacerda, mandatário da candidatura no Porto, deixou um alerta sobre candidatos com “duas caras”, uma voltada para a troika e outra quando falam à esquerda, chamando atenção para as letras pequenas dos “contratos de seguro”. Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP, sublinhou que esta campanha coloca a vida real da maioria no centro do debate e afirmou que esta é a candidatura do artigo 7.º da Constituição — o artigo da paz, da solidariedade e da cooperação.

António Filipe reafirmou que a luta contra o pacote laboral também se trava nas eleições de 18 de Janeiro. Entre os interesses das confederações patronais e os dos trabalhadores, não há neutralidade possível. A defesa da paz, reforçou, é uma luta pela sobrevivência da humanidade, e a liberdade conquista-se lutando, sem medo.

Partilha

A direita controla hoje todos os órgãos de soberania. Apoia-se no crescimento de uma extrema-direita fascizante, racista e xenófoba. Neste quadro as eleições para Presidente da República assumem particular importância”

Os centros de decisão do capital começaram cedo a preparar as próximas eleições para Presidente da República, com a valorização e projeção de imagens ou conceitos como “autoridade” ou “poder forte””

Outras candidaturas que se perfilam com apelos ao consenso e à moderação feitos por quem quer que tudo fique na mesma”

Perante as candidaturas já anunciadas, muitos democratas lamentavam com razão a falta de uma candidatura que se identificasse sem reservas com os valores de Abril. Essa candidatura faltava, mas já não falta. Aqui estamos”

Uma candidatura a Presidente da República não pode resumir-se a produzir declarações generalistas e inócuas, sobretudo na situação que o País atravessa”

Nas funções que assumi no âmbito da Assembleia da República, que foram muitas e diversas procurei sempre defender o projeto libertador de Abril o melhor que fui capaz.”

É a candidatura de um comunista, com a confiança e o apoio dos seus camaradas, mas rejeita que a queiram limitar às fronteiras de uma afirmação partidária.”

É a candidatura que denuncia o sistema capitalista como causa profunda das injustiças, das desigualdades e da exploração.”

É a candidatura que constitui o espaço de convergência de todos os que se revêem na Constituição independentemente das suas opções políticas e partidárias.”

Entrevista

“O poder económico, perante a falência do modelo politico neoliberal que criou, alimenta as forças de extrema direita”
“A extrema-direita fala de corrupção, tenta associar a democracia à corrupção, quando o regime fascista é a corrupção institucionalizada.”
“A batalha parlamentar pela despenalização da IVG foi uma luta da qual me orgulho muito ter participado.”
“Que memórias tenho antes do 25 de Abril de 1974.”

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