António Filipe afirmou, em iniciativas realizadas em Matosinhos e no Porto, que a sua candidatura está a crescer, considerando-a imprescindível e insubstituível para garantir que os problemas concretos com que a população se depara estejam presentes na campanha eleitoral.
Sublinhou que mais de dois milhões de portugueses trabalham e levam para casa menos de mil euros no final do mês, ao mesmo tempo que o custo de vida continua a aumentar, com subidas nos preços dos alimentos, combustíveis, rendas, habitação, eletricidade e gás, “tudo menos os salários”.
Referiu ainda que é dos baixos salários e do agravamento do custo de vida que resultam os 3,2 mil milhões de euros que os grupos económicos irão distribuir em dividendos entre os seus acionistas no próximo ano.
António Filipe defendeu que, por tudo isto, é necessária uma candidatura de esquerda e afirmou ser por essa razão que se apresenta para levar um candidato de esquerda à segunda volta.
A direita controla hoje todos os órgãos de soberania. Apoia-se no crescimento de uma extrema-direita fascizante, racista e xenófoba. Neste quadro as eleições para Presidente da República assumem particular importância”
Os centros de decisão do capital começaram cedo a preparar as próximas eleições para Presidente da República, com a valorização e projeção de imagens ou conceitos como “autoridade” ou “poder forte””
Outras candidaturas que se perfilam com apelos ao consenso e à moderação feitos por quem quer que tudo fique na mesma”
Perante as candidaturas já anunciadas, muitos democratas lamentavam com razão a falta de uma candidatura que se identificasse sem reservas com os valores de Abril. Essa candidatura faltava, mas já não falta. Aqui estamos”
Uma candidatura a Presidente da República não pode resumir-se a produzir declarações generalistas e inócuas, sobretudo na situação que o País atravessa”
Nas funções que assumi no âmbito da Assembleia da República, que foram muitas e diversas procurei sempre defender o projeto libertador de Abril o melhor que fui capaz.”
É a candidatura de um comunista, com a confiança e o apoio dos seus camaradas, mas rejeita que a queiram limitar às fronteiras de uma afirmação partidária.”
É a candidatura que denuncia o sistema capitalista como causa profunda das injustiças, das desigualdades e da exploração.”
É a candidatura que constitui o espaço de convergência de todos os que se revêem na Constituição independentemente das suas opções políticas e partidárias.”